EPI para Jardineiro: Atividades, perigos e cuidados

EPI para Jardineiro: Atividades, perigos e cuidados

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A jardinagem é uma atividade presente nas empresas de uma forma geral, porém, por não ser a atividade principal, acaba por ser negligenciada em termos de segurança no trabalho. A escolha do EPI para Jardineiro deve seguir o mesmo critério de segurança dos demais profissionais da empresa para evitar acidentes e doenças.

 

Software para controle de EPIs
Software para controle de EPIs: Entrega, distribuição, estoque, treinamentos e avaliação
1.   ATIVIDADES QUE DEMANDAM EPI PARA Jardineiro

Muitas são as atribuições do jardineiro e de seu ajudante. Segundo o blog “Manual do Jardineiro” , as principais atribuições são:

Plantar policulturas
  • Rastelar plantações;
  • Colher sementes de flores;
  • Medir espaçamento entre mudas e sementes de plantas;
  • Sulcar o solo;
  • Cavar o solo;
  • Introduzir mudas em solo;
  • Introduzir sementes em solo;
  • Forrar solo com cobertura vegetal;
  • Adubar covas, plantações e jardins; e
  • Plantar cobertura vegetal.
Cuidar de propriedade
  • Efetuar manutenções de primeiro nível nos equipamentos;
  • Lavar ferramentas e equipamentos;
  • Guardar equipamentos em instalações;
  • Cavar buraco para depósito de lixo;
  • Roçar o solo;
  • Arar o solo;
  • Aplicar calcário em solo; e
  • Nivelar o solo.
Efetuar preparo de mudas e sementes
  • Construir viveiros;
  • Selecionar sementes;
  • Semear grãos em germinador;
  • Construir canteiros de sementes e mudas;
  • Transplantar sementes semi germinadas e mudas;
  • Ralear mudas;
  • Misturar nutrientes em terra;
  • Enxertar mudas;
  • Selecionar mudas.
Cuidar da plantação
  • Coletar amostras de solo;
  • Capinar plantações, jardins e viveiros;
  • Formar coroa sob pés de plantas;
  • Regar plantas;
  • Identificar pragas e parasitas em plantações, jardins e viveiros;
  • Arrancar ervas daninhas e plantas doentes;
  • Desbrotar plantações e jardins;
  • Podar jardins; e
  • Pulverizar plantações e jardins com defensivos agrícolas e adubos foliares.

 

2.   PERIGOS RELACIONADOS AS ATIVIDADES DO JARDINEIRO

Embora as atividades do jardineiro, os perigos inerentes da profissão se repetem, gerando assim a necessidade da proteção do trabalhador. Antes de se pensar em determinar o EPI para jardineiro, devemos tentar eliminar ou isolar os riscos.

Vamos relacionar a seguir os principais perigos na qual o trabalhador está exposto e demanda o uso de EPI para jardineiro.

Ataque de insetos

Muitos são os insetos que habitam os jardins e plantações, entre eles, alguns podem oferecer grande risco ao trabalhador. Por exemplo: Formigas, abelhas, taturana, pernilongo, etc.

Ataque de animais peçonhentos

Ainda mais perigosos do que os insetos, o jardineiro está também sujeito a animais venenosos. Por exemplo: Cobra, escorpião, aranha, etc.

Lesões nos pés

Com tantas ferramentas cortantes, espinhos e pedras pontiagudas presentes nos jardins, devemos ter cuidados especiais com os pés e artelhos dos trabalhadores.

Queda de altura

Muitas vezes, o jardineiro precisa subir em árvores a fim de realizar podas e colheitas. Devemos lembrar que qualquer trabalho acima de 2 metros requer cuidados especiais, portanto, o trabalho em altura deve ser considerado.

Exposição a níveis elevados de ruído

Muitas ferramentas expõe os jardineiros a níveis de ruídos elevados. Por exemplo: Roçadeira, motosserra, soprador, etc. Considerando a proximidade do trabalhador à fonte de ruído e ao tempo de exposição, a proteção auricular deve ser sempre considerada.

Lesão ocular e de face por partículas

Muitas atividades liberam partículas em alta velocidade, como o uso de motosserra e roçadeiras. Proteger os olhos e a face é fundamental.

Contaminação com produtos químicos

A aplicação de agrotóxicos e herbicidas é uma prática constante dos jardineiros, portanto, o risco de contaminação deve ser sempre considerado.

Inalação de poeira

Além dos produtos químicos, a presença de poeira é algo comum nas atividades de jardinagem. Por isso, os riscos de inalação devem ser considerados.

Lesão nas mãos

Com tantas ferramentas cortantes e espinhos, os perigos relacionados às mãos não devem ser esquecidos.

Queimadura decorrente de raios solares

Jardineiros e ajudantes ficam constantemente expostos aos raios solares. A exposição persistente pode causar uma série de doenças, portanto, os cuidados devidos devem ser tomados.

Exposição dos olhos aos raios solares

Os raios solares, quando em contato prolongado com os olhos pode, com o tempo, vir a causar sérias consequências.

 

3.   ESCOLHA DO EPI PARA Jardineiro

Baseado nos riscos, a NR-6: – Equipamento de Proteção Individual – EPI no seu Anexo I traz uma listagem de equipamentos de proteção que devem ser usados. Apresento a seguir uma coletânea relacionada ao trabalho de jardinagem e seus riscos. Obviamente, nem todas as atividades carecem de todos esses EPIs, porém, convém analisar previamente.

EPI para Jardineiro: Ataque de insetos

Repelente de insetos

Roupa de apicultor com máscara de tela

EPI para Jardineiro: Ataque de animais peçonhentos

Bota de cano longo

Caneleira

EPI para Jardineiro: Lesões no corpo

Uniforme completo (calça, camisa de manga longa e boné)

EPI para Jardineiro: Lesões nos pés

G.1.a Calçado para proteção contra impactos de quedas de objetos sobre os artelhos;

EPI para Jardineiro: Lesão nas mãos

F.1.a  Luvas para proteção das mãos contra agentes abrasivos e escoriantes;

EPI para Jardineiro: Lesão ocular e de face por partículas

B.1.a Óculos para proteção dos olhos contra impactos de partículas volantes;

B.2.a Protetor facial para proteção da face contra impactos de partículas volantes;

EPI para Jardineiro: Queda de altura

I.1.a Cinturão de segurança com dispositivo trava-queda para proteção do usuário contra quedas em operações com
movimentação vertical ou horizontal.

EPI para Jardineiro: Exposição a níveis elevados de ruído

C.1 Protetor auditivo

EPI para Jardineiro: Contaminação com produtos químicos

D.1.b Respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas e fumos;

EPI para Jardineiro: Inalação de poeira

D.1.a Respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra poeiras;

EPI para Jardineiro: Exposição a intempéries

H.1.d Macacão para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra umidade proveniente de precipitação
pluviométrica.

EPI para Jardineiro: Queimadura solar

Protetor solar

Touca ou boné árabe

EPI para Jardineiro: Exposição dos olhos aos raios solares

B.1.c Óculos para proteção dos olhos contra radiação ultravioleta

 

4.   USO E HIGIENIZAÇÃO DO EPI PARA Jardineiro
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A conservação de EPI é uma atividade de suma importância que deve ser conhecida por todos os envolvidos. Um EPI mal conservado ou sujo pode causar uma falsa ilusão de proteção, colocando o trabalhador e a empresa em risco. Evite isso adotando práticas simples e fundamentais.

 

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Conservação de EPI

Usar um EPI defeituoso confere ao usuário uma falsa sensação de segurança e pode causar mais danos do que benefícios. Todos os EPI devem ser regularmente verificados quanto ao desempenho e mantidos em boas condições de trabalho para que o equipamento possa continuar oferecendo o necessário grau de proteção para o qual foi projetado.

Em geral, a manutenção inclui limpeza, desinfecção, substituição, reparação, exame e teste.

Conservação de EPI: Cronograma de Manutenção

Um cronograma de manutenção deve ser estabelecido para cada equipamento e atribuído a pessoas competentes para realizar o trabalho de manutenção. O cronograma deve incluir:

  • Designação de pessoal para conservação de EPI e suas responsabilidades;
  • Procedimentos de verificação, limpeza, desinfecção e armazenamento;
  • Informações sobre o prazo de validade ou vida útil de certos EPI, como capacetes de segurança, luvas, vasos de respiradores;
  • Treinamento sobre a manutenção correta do EPI no local de trabalho;
  • Horário para verificação de desempenho, limpeza, desinfecção e outros trabalhos de manutenção; e
  • Critérios de substituição.

Conservação de EPI: Inspeção

O EPI deve ser examinado para garantir que esteja em bom estado de funcionamento antes de ser entregue para o usuário. O EPI também deve ser examinado antes de ser colocado e não deve ser usado se for considerado defeituoso, sujo ou não com higiene.

Conservação de EPI: Higienização

É importante que todos os EPI sejam mantidos limpos. A limpeza é particularmente importante para equipamento de proteção visual onde lentes sujas ou embaçadas possam dificultar a visão.

Segregação de EPIs

Todo o equipamento defeituoso deve ser retirado do serviço imediatamente e deve ser reparado ou descartado, conforme aplicável. Para a perfeita conservação de EPI, deve ser estabelecido um procedimento para alertar todos pessoal que um determinado equipamento está em manutenção ou está com defeito e não deve ser usado. O procedimento deve ser divulgado a todos os funcionários. Após reparo ou a manutenção, o EPI deve ser verificado para o desempenho antes de ser posta em serviço novamente.

Substituição do EPI

A boa conservação de EPI, apesar de prolongar a vida do EPI, deve também ajudar a identificar o momento da substituição do equipamento. Todos os EPIs devem ser substituídos nas seguintes condições:

  • Quando já não fornecer o nível de proteção necessário para o usuário contra o perigo particular;
  • Quando a vida útil do serviço, conforme especificado pelo fabricante do equipamento, tenha expirado; ou
  • Quando estiver danificado e não poder mais ser reparado.
  • Armazenamento de EPI

Para se manter a conservação de EPI, todos os equipamentos de proteção individual devem ser fornecidos com embalagem apropriada para o armazenamento quando estiver fora de uso. O armazenamento deve ser adequado para proteger o EPI de contaminação ou danos causados por substâncias prejudiciais, úmidas ou a luz solar. O EPI deve ser retornado, após o uso, para o local de armazenamento fornecido.

Quando o EPI fica contaminado durante o uso, ele deve ser limpo ou desinfetado, antes de retornar ao seu local de armazenamento. Se isso não for possível, o EPI contaminado deve ser armazenado separadamente para prevenir a contaminação cruzada e deve ser adequadamente identificado.

 

Fonte: U.S. Department of Labor: Personal Protective Equipment – Cleaning, Maintenance and Replacement

Fonte: Labour Department The Government of the Hong Kong: Guidance Notes on PPE for Use and Handling

Considerações finais

Lembre-se: escolher e distribuir os EPIs para os trabalhadores representa apenas o início de um bom trabalho de prevenção. Para garantir a segurança dos seus colegas é preciso:

  • Fazer as entregas no tempo certo;
  • Monitorar o uso e as condições dos EPIs;
  • Treinar os trabalhadores quanto ao uso; e
  • Ter planos de ação eficazes para sanar os problemas e promover a melhoria contínua.

Para isso, você precisa de um software que lhe ajudar na gestão da segurança da sua empresa. A CM Center possui uma solução simples e completa a um preço muito acessível. Acesse agora mesmo e faça um “Test Drive” sem nenhum compromisso.

 

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Entenda sobre o controle de distribuição de EPI

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Os equipamentos de proteção individual (EPI) servem para proteger tanto o trabalhador quanto a empresa. Porém, para que tudo funcione bem, algumas rotinas devem ser estabelecidas e respeitadas. Ter um controle de distribuição de EPI pode ser importante para ações judiciais trabalhistas, principalmente em casos de acidentes ou processos trabalhistas.

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ENTENDA SOBRE O CONTROLE DE DISTRIBUIÇÃO DE EPI

Todo processo laboral submete o trabalhador a algum nível de risco. Sempre que possível, cabe a empresa tentar eliminar o risco na sua origem. Porém, algumas vezes, isso não se faz possível, então a empresa deve tentar tomar medidas para a proteção coletiva, ou seja, tentar isolar o risco. Essas medidas de proteção coletiva também são conhecidas como medidas de controle de engenharia. Quando nenhuma dessas ações eliminou a causa, então a empresa deve adotar os equipamentos de proteção individual (EPI).

O que o Ministério do Trabalho diz?

Quando a empresa toma a decisão de adotar algum EPI, ela automaticamente fica sujeita à norma regulamentadora NR-6 do Ministério do Trabalho. No seu item 6.3, ela esclarece:

6.3 A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:

a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho;

b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e,

c) para atender a situações de emergência.

Neste momento, já nos deparamos com a primeira questão: “Como a empresa prova que entregou gratuitamente os EPIs?”. A única resposta é: com um controle de distribuição de EPI.

Além disso, a NR-6 também diz o seguinte:

6.6.1 Cabe ao empregador quanto ao EPI:

a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade;

b) exigir seu uso;

c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;

d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação;

e) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;

f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica;

h) registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados livros, fichas ou sistema eletrônico.

O que fazer para atender a NR-6?

Com isso, surge mais uma série de perguntas, como:

  • Como a empresa comprova que adquiriu o EPI adequado ao risco? – Com um controle de distribuição de EPI!
  • Como a empresa comprova que está exigindo o uso do EPI? – Com um controle de distribuição de EPI!
  • Como a empresa comprova que o EPI fornecido foi aprovado por um órgão competente? – Com um controle de distribuição de EPI!
  • Como a empresa comprova que o trabalhador foi treinado ao uso do EPI? – Com um controle de distribuição de EPI!
  • Como a empresa comprova que os EPIs danificados estão sendo substituídos? – Com um controle de distribuição de EPI!
  • Como a empresa comprova que os EPIs estão sendo higienizados e mantidos? – Com um controle de distribuição de EPI!
  • E finalmente, como a empresa registra o fornecimento dos EPIs? – Com um controle de distribuição de EPI!

Definições do controle de distribuição de EPI

Para que a empresa, juntamente com o SESMT possam ter um bom controle de distribuição de EPI, antes de mais nada se deve definir:

  1. Quais EPIs devem ser distribuídos por cargo;
  2. Quais são os trabalhadores que exercem os cargos que requerem EPI;
  3. Para cada EPI requerido, quais são os fabricantes e modelos que atendem aos requisitos do risco;
  4. Para cada modelo de EPI, qual é a validade do seu certificado de aprovação (CA-EPI) junto ao Ministério do Trabalho;
  5. De quanto em quanto tempo o EPI deve ser trocado;
  6. Qual a validade do EPI impressa na embalagem;

Tarefas do controle de distribuição de EPI

Tendo tudo definido, cabe ao SESMT manter o controle de distribuição de EPI da seguinte forma:

  1. Identificar todo novo Trabalhador e aplicar o treinamento de cada EPI que ele for usar. Imprimir um certificado de participação, colher a assinatura e arquivar;
  2. Identificar os Trabalhadores que estiverem com treinamento vencido e aplicar o treinamento. Imprimir o certificado de participação, colher a assinatura e arquivar;
  3. Identificar os EPIs cuja validade estiver vencida, os EPIs danificados e os EPIs que já estiverem na hora de trocar. Comprar os EPIs, fazer a entrega, colher a assinatura e arquivar;
  4. Monitorar, periodicamente se os EPIs estão sendo usados e em bom estado. Caso não, substituir o EPI ou advertir o Trabalhador.

Esse é o dia a dia do SESMT quanto ao controle de distribuição de EPI. Porém, não se deve esquecer do controle de estoque de EPIs. Saber com antecedência o que se vai precisar é imprescindível para não deixar faltar nada.

Automatizando o controle de distribuição de EPI

Já se foi o tempo em que se fazia o controle de distribuição de EPI com o uso de um caderno ou com fichas de EPI. Hoje em dia, temos a tecnologia nos auxiliando na tarefa de controlar as atividades do SESMT de maneira muito simples, eficiente e econômica.

A CM Center, no seu software on-line de sistema de gestão de segurança do trabalho, tem, entre outros módulos, um que lhe ajuda no controle de distribuição de EPI. Faça agora mesmo um teste e veja como tudo ficou bem mais simples.

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Cuidar da vida dos seus colegas e da integridade da sua empresa vale muito. Não ponha tudo a perder confiando na sua memória ou em processos manuais.

 

Um abraço,

Alvaro Freitas

 

 

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