EPI para proteção das mãos: Dicas de como escolher

EPI para proteção das mãos: Dicas de como escolher

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Os riscos potenciais para as mãos incluem absorção de substâncias perigosas, queimaduras químicas ou térmicas, perigos elétricos, contusões, abrasões, cortes, punções, fraturas ou amputações. A escolha do EPI para proteção das mãos deve ser feita com muita atenção, pois existe no mercado diversos tipos de luva e uma não substitui a outra.

 

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EPI para proteção das mãos: Tipos de luvas

Existem muitos tipos de luvas que são usadas como EPI para proteção das mãos contra uma grande variedade de perigos. A natureza do perigo e a operação envolvida afetarão a seleção de luvas. A variedade de possíveis lesões na mão do trabalhador faz com que a seleção das luvas seja um verdadeiro desafio. Em geral, as luvas se enquadram nas seguintes categorias:

  1. Luvas de couro, lona ou malha de metal: Este tipo de luva serve de EPI para proteção das mãos contra cortes, queimaduras e punções;
  2. Luvas de tecidos e revestimentos: Estas luvas são feitas de algodão, tecido ou de outra tela. Geralmente este EPI para proteção das mãos protege contra sujeira, fricção e abrasões;
  3. Luvas de borracha isolantes: São EPI para proteção das mãos usados para proteção contra riscos elétricos; e
  4. Luvas resistentes a químicos e líquidos: Este tipo de EPI para proteção das mãos é recomendado quando se trabalha com produtos químicos com alguma toxicidade, com materiais corrosivos, com produtos químicos por longos períodos de tempo ou imergindo todo ou parte de uma mão em um produto químico. A seleção do EPI para proteção das mãos deve considerar o material apropriado das luvas com base na compatibilidade química.

EPI para proteção das mãos: Luva em PVC

Esta luva protege o trabalhador contra produtos contendo solventes, ascarel, óleo e graxa.

EPI para proteção das mãos: Luva em vaqueta ou raspa

Deve ser usada para a proteção das mãos e braços contra riscos mecânicos, e também podem oferecer resistência térmica. Seu uso é indicado quando há riscos de contato com agentes abrasivos e escoriantes, como operação de máquinas e atividades manuais de corte, transporte, lixamento e manuseio de chapas metálicas, coletas de lixo, dentre outras.

EPI para proteção das mãos: Luvas de tecido

Deve ser usada para a proteção das mãos e braços contra riscos mecânicos de menor gravidade. Seu uso é indicado quando há riscos de contato com agentes abrasivos e escoriantes de baixa intensidade.

EPI para proteção das mãos: Luvas de malha de aço

Esta luva possui alta resistência mecânica, protegendo contra agentes cortantes. Quando usada para manipular alimentos, recomenda-se uma higienização mais sistêmica. Estas luvas são usadas em cozinhas, abatedouros, açougues, peixarias, frigoríficos, e também quando há riscos de contato com objetos cortantes.

EPI para proteção das mãos: Luva isolante de borracha

Utilizada para proteção das mãos e braços para evitar choque e eletrocussão em atividades com a presença de circuitos elétricos energizados.

EPI para proteção das mãos: Luva secundária para proteção da luva isolante

Colocada sobre a luva de borracha isolante, é usada exclusivamente como proteção da luva isolante de borracha.

EPI para proteção das mãos: Luva de proteção tipo condutiva

Usada para a proteção das mãos e dos punhos quando o eletricista realiza manobras em contato com partes energizadas onde o trabalhador equipara o potencial da rede.

EPI para proteção das mãos: Luva em borracha nitrílica

Utilizada para a proteção das mãos e dos punhos contra potenciais acidentes com produtos químicos ou agentes biológicos.

EPI para proteção das mãos: Luvas de borracha com chumbo

São feitas em borracha equivalente a chumbo. De modo que o usuário tenha conforto e total movimento. Sua indicação é para o uso em áreas da saúde onde se carece de proteção contra radiações ionizantes, principalmente em atividades com raios-x.

Considerações sobre a escolha do EPI para proteção das mãos

Existem vários fatores, além do material de luva a ser considerado ao selecionar a luva apropriada. A quantidade de destreza necessária para realizar uma manipulação específica deve ser levada em consideração na hora da escolha do material da luva recomendado para máxima resistência química. Em alguns casos, particularmente quando se trabalha com objetos delicados, onde a destreza fina é crucial, uma luva volumosa pode realmente ser mais um risco.

EPI para proteção das mãos: Destreza com a luva

Quando a destreza fina é necessária, considere utilizar duas luvas sobrepostas. Sendo uma com um material menos compatível, porém, sendo periodicamente substituída se houver sinais de contaminação. Em alguns casos, como quando se usam luvas Silver Shield, pode ser possível usar uma luva apertada sobre a luva solta para aumentar a destreza geral.

EPI para proteção das mãos: A espessura da luva

As luvas mais finas e mais claras oferecem uma melhor sensibilidade ao toque e flexibilidade, mas podem proporcionar tempos de ruptura mais curtos. Geralmente, duplicar a espessura da luva quadruplica o tempo de avanço.

EPI para proteção das mãos: O comprimento da luva

O comprimento da luva deve ser escolhido com base na profundidade a que o braço será imerso ou onde o químico possa espirrar. Luvas de mais de 14 polegadas oferecem proteção extra contra respingos ou imersão.

EPI para proteção das mãos: O tamanho da luva

Um tamanho não corresponde a todos. As luvas que são muito apertadas tendem a causar fadiga, enquanto as luvas que são muito soltas terão extremidades de dedos soltas que tornam o trabalho mais difícil. A circunferência da mão, medida em polegadas, é aproximadamente equivalente ao tamanho da luva relatado. A cor da luva, o design do manguito e o revestimento também devem ser considerados para algumas tarefas.

Inspeção do EPI para proteção das mãos

Todas as luvas devem ser inspecionadas antes do uso quanto a sinais de degradação ou punção. Teste eventuais vazamentos soprando ou prendendo o ar dentro e expulsando-os. Não os encha com água, pois isso deixa as luvas desconfortáveis e pode dificultar a detecção de um vazamento ao usar a luva.

Cuidados com o EPI para proteção das mãos

As luvas descartáveis devem ser substituídas quando houver algum sinal de contaminação. As luvas reutilizáveis devem ser lavadas com frequência se usadas por um longo período de tempo.

Ao usar luvas, tenha cuidado para não manipular nada além dos materiais envolvidos no procedimento. Tocar equipamentos, telefones, lixeiras ou outras superfícies podem causar contaminação. Nunca toque o rosto, o cabelo ou mesmo a roupa enquanto estiver usando as luvas.

Removendo o EPI para proteção das mãos

Quando a luva for usada para a proteção contra produtos químicos ou agentes biológicos, antes de removê-los, lave o exterior da luva para evitar a exposição acidental da pele. Remova a primeira luva segurando o manguito e descascando a luva da mão para que a luva esteja de dentro para fora. Repita este processo com a outra mão, tocando o interior do manguito da luva, em vez do lado de fora. Lave as mãos imediatamente com água e sabão. Siga as instruções do fabricante para lavar e cuidar de luvas reutilizáveis.

Considerações finais

Lembre-se: escolher e distribuir os EPIs para os trabalhadores representa apenas o início de um bom trabalho de prevenção. Para garantir a segurança dos seus colegas é preciso:

  • Fazer as entregas no tempo certo;
  • Monitorar o uso e as condições dos EPIs;
  • Treinar os trabalhadores quanto ao uso; e
  • Ter planos de ação eficazes para sanar os problemas e promover a melhoria contínua.

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Fonte:

Princeton University – EHS

WSCC –  Workers’ Safety and Compensation Commission of the Northwest Territories and Nunavut

Ultimate Industry: Our hand protection guide

EHS Today: Arm & Hand Protection

 

Entenda sobre o controle de distribuição de EPI

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Os equipamentos de proteção individual (EPI) servem para proteger tanto o trabalhador quanto a empresa. Porém, para que tudo funcione bem, algumas rotinas devem ser estabelecidas e respeitadas. Ter um controle de distribuição de EPI pode ser importante para ações judiciais trabalhistas, principalmente em casos de acidentes ou processos trabalhistas.

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ENTENDA SOBRE O CONTROLE DE DISTRIBUIÇÃO DE EPI

Todo processo laboral submete o trabalhador a algum nível de risco. Sempre que possível, cabe a empresa tentar eliminar o risco na sua origem. Porém, algumas vezes, isso não se faz possível, então a empresa deve tentar tomar medidas para a proteção coletiva, ou seja, tentar isolar o risco. Essas medidas de proteção coletiva também são conhecidas como medidas de controle de engenharia. Quando nenhuma dessas ações eliminou a causa, então a empresa deve adotar os equipamentos de proteção individual (EPI).

O que o Ministério do Trabalho diz?

Quando a empresa toma a decisão de adotar algum EPI, ela automaticamente fica sujeita à norma regulamentadora NR-6 do Ministério do Trabalho. No seu item 6.3, ela esclarece:

6.3 A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:

a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho;

b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e,

c) para atender a situações de emergência.

Neste momento, já nos deparamos com a primeira questão: “Como a empresa prova que entregou gratuitamente os EPIs?”. A única resposta é: com um controle de distribuição de EPI.

Além disso, a NR-6 também diz o seguinte:

6.6.1 Cabe ao empregador quanto ao EPI:

a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade;

b) exigir seu uso;

c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;

d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação;

e) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;

f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica;

h) registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados livros, fichas ou sistema eletrônico.

O que fazer para atender a NR-6?

Com isso, surge mais uma série de perguntas, como:

  • Como a empresa comprova que adquiriu o EPI adequado ao risco? – Com um controle de distribuição de EPI!
  • Como a empresa comprova que está exigindo o uso do EPI? – Com um controle de distribuição de EPI!
  • Como a empresa comprova que o EPI fornecido foi aprovado por um órgão competente? – Com um controle de distribuição de EPI!
  • Como a empresa comprova que o trabalhador foi treinado ao uso do EPI? – Com um controle de distribuição de EPI!
  • Como a empresa comprova que os EPIs danificados estão sendo substituídos? – Com um controle de distribuição de EPI!
  • Como a empresa comprova que os EPIs estão sendo higienizados e mantidos? – Com um controle de distribuição de EPI!
  • E finalmente, como a empresa registra o fornecimento dos EPIs? – Com um controle de distribuição de EPI!

Definições do controle de distribuição de EPI

Para que a empresa, juntamente com o SESMT possam ter um bom controle de distribuição de EPI, antes de mais nada se deve definir:

  1. Quais EPIs devem ser distribuídos por cargo;
  2. Quais são os trabalhadores que exercem os cargos que requerem EPI;
  3. Para cada EPI requerido, quais são os fabricantes e modelos que atendem aos requisitos do risco;
  4. Para cada modelo de EPI, qual é a validade do seu certificado de aprovação (CA-EPI) junto ao Ministério do Trabalho;
  5. De quanto em quanto tempo o EPI deve ser trocado;
  6. Qual a validade do EPI impressa na embalagem;

Tarefas do controle de distribuição de EPI

Tendo tudo definido, cabe ao SESMT manter o controle de distribuição de EPI da seguinte forma:

  1. Identificar todo novo Trabalhador e aplicar o treinamento de cada EPI que ele for usar. Imprimir um certificado de participação, colher a assinatura e arquivar;
  2. Identificar os Trabalhadores que estiverem com treinamento vencido e aplicar o treinamento. Imprimir o certificado de participação, colher a assinatura e arquivar;
  3. Identificar os EPIs cuja validade estiver vencida, os EPIs danificados e os EPIs que já estiverem na hora de trocar. Comprar os EPIs, fazer a entrega, colher a assinatura e arquivar;
  4. Monitorar, periodicamente se os EPIs estão sendo usados e em bom estado. Caso não, substituir o EPI ou advertir o Trabalhador.

Esse é o dia a dia do SESMT quanto ao controle de distribuição de EPI. Porém, não se deve esquecer do controle de estoque de EPIs. Saber com antecedência o que se vai precisar é imprescindível para não deixar faltar nada.

Automatizando o controle de distribuição de EPI

Já se foi o tempo em que se fazia o controle de distribuição de EPI com o uso de um caderno ou com fichas de EPI. Hoje em dia, temos a tecnologia nos auxiliando na tarefa de controlar as atividades do SESMT de maneira muito simples, eficiente e econômica.

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Um abraço,

Alvaro Freitas

 

 

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