EPI para Produtos Químicos: saiba mais sobre eles

EPI para Produtos Químicos: saiba mais sobre eles

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Trabalhar com produtos químicos pode aumentar significativamente os riscos das atividades. Saber reconhecer o perigo, tomar os devidos cuidados e utilizar corretamente os EPI para Produtos Químicos são os primeiros passos para um trabalho mais seguro e responsável.

 

Software para controle de EPIs
Software para controle de EPIs: Entrega, distribuição, estoque, treinamentos e avaliação
1.   ATIVIDADES QUE DEMANDAM EPI PARA PRODUTOS QUÍMICOS

Antes de mais nada, vamos definir produtos químicos. Segundo o site conceito.de, produto químico é:

“Um produto químico é formado por um ou mais compostos químicos que lhe permitem cumprir com uma determina função. […]” (Fonte: https://conceito.de/produtos-quimicos)

Quando falamos em segurança de produtos químicos, obviamente não estamos falando de produtos sólidos que não serão fragmentados. Vejamos um exemplo, o acrílico é um produto químico. Porém, se estamos falando em trabalhar com a montagem de um bloco sólido de acrílico, não precisamos considera-lo como um produto químico. Devemos nos preocupar se ele estiver liquefeito em pó ou em forma de fumaça.

Basicamente, consideramos como produto químico, tudo que pode ser inalado, absorvido pela pele e pelos olhos ou ingerido.

As atividades mais comuns relacionada a produtos químicos são:

Transporte:

Normalmente, o transporte do produto químico se dá com ele embalado, nesse caso, os perigos se apresentam no momento de algum acidente. No caso de resíduos ou de transporte com o produto exposto, o perigo se equivale ao de quem o usa.

Armazenamento:

Apesar da baixa probabilidade de risco, os trabalhadores que armazenam o produto também podem estar sujeitos aos seus perigos, principalmente em casos de acidente.

Uso:

Os trabalhadores que fazem uso do produto químico são os que mais estão expostos aos perigos. O uso pode ser:

  • No envaze das embalagens;
  • Na diluição do produto;
  • Ao abastecer máquinas com o produto;
  • Ao cortar, lixar ou fragmentar produtos sólidos gerando pó químico;
  • Ao esquentar ou queimar produtos sólidos ou líquidos gerando vapor;
  • Na proximidade de alguém que manipula o produto químico;
  • No processo de limpeza onde se faz uso do produto concentrado ou diluído; e muitas outras formas.
Descarte:

Todo processo produtivo deixa resíduos que devem ser descartados. O descarte de tais resíduos químicos deve ser tratado da mesma forma que o uso.

Combate ao incêndio:

Durante um incêndio, os produtos químicos normalmente emitem vapores e fumaça com fragmentos transformados do produto químico. Na maioria das vezes, essa fumaça é tão perigosa ou mais, do que a soma dos produtos que estão sendo queimados. O combate ao incêndio deve ser tratado com muita cautela, considerando cada trabalhador envolvido e cada produto químico.

 

FISPQ – Ficha de Inspeção de Segurança para Produtos Químicos

Devido à grande diversidade de produtos químicos, todo fabricante de produtos químicos é obrigado a disponibilizar uma Ficha de informações de segurança de produtos químicos (FISPQ).

A FISPQ é normalizada pela ABNT NBR 14.725-4 (http://www.abnt.org.br/), ou seja, ela além de ser obrigatória, possui um formato definido da seguinte forma:

  1. Identificação do produto e da empresa;
  2. Identificação de perigos;
  3. Composição e informações sobre os ingredientes;
  4. Medidas de primeiros-socorros;
  5. Medidas de combate a incêndio;6. Medidas de controle para derramamento ou vazamento;
  6. Manuseio e armazenamento;
  7. Controle de exposição e EPI para Produtos Químicos;
  8. Propriedades físicas e químicas;
  9. Estabilidade e reatividade;
  10. Informações toxicológicas;
  11. Informações ecológicas;
  12. Considerações sobre tratamento e disposição;
  13. Informações sobre transporte;
  14. Regulamentações;
  15. Outras informações.

Ou seja, é a FISPQ do produto químico em questão que deve ser consultada. Para se saber mais sobre os perigos a que se está exposto e na escolha do EPI para Produtos Químicos.

 

2.   PERIGOS RELACIONADOS AOS PRODUTOS QUÍMICOS

De uma forma geral, os perigos relacionados com os produtos que irão demandar o EPI para Produtos Químicos, estão relacionados com:

Inalação: Quando o produto emite partículas aerodispersóides, vapores ou fumos que podem vir a ser inspirados e levados até o trato respiratório do indivíduo.

Contato com os olhos: O contato com os olhos pode se dar por um fragmento sólido do produto, pela poeira, pelo respingo do produto e até mesmo pelo contato com os vapores e fumos.

Contato com as mãos: Normalmente, o primeiro contato que o produto faz com o indivíduo é pelas mãos de quem o manipula, daí os cuidados especiais que se deve ter com as mãos.

Contato com a pele e corpo: Respingos de uma forma geral podem ter contato com a pele do trabalhador causando desde problemas na pele, até a sua absorção para a corrente sanguínea.

Ingestão: Embora não pareça muito comum, a ingestão acidental ou não de produtos químicos deve ser sempre considerada. A ingestão pode se dar acidentalmente quando o produto é arremessado contra a boca do trabalhador, ou então por afogamento. De maneira acidental o produto pode ser ingerido quando o trabalhador leva a mão contaminada à boca, ou ainda, quando o produto contamina seu alimento no local de trabalho. A falta de higiene, ao não lavar corretamente as mãos também pode levar a uma contaminação. Outro fator possível é a ingestão proposital de produtos químicos, principalmente os que apresentam algum componente alcoólico ou viciante.

 

3.   ESCOLHA DO EPI PARA PRODUTOS QUÍMICOS

O capítulo 8 de todas as FISPQs trata dos controles de exposição e do EPI para Produtos Químicos que devem ser usados. Dessa forma, ter a FISPQ na versão mais recente do produto químico que se está usando é fundamental na escolha dos EPI para Produtos Químicos.

Ao se consultar a FISPQ, teremos uma relação genérica do EPI para Produtos Químicos que se deve usar. Porém, a FISPQ não detalha a sua aplicação, pois o fabricante não tem conhecimento nem do nível de exposição, nem do trabalho que será realizado. Dessa maneira, com a necessidade de EPI para Produtos Químicos identificada, devemos escolher o fabricante e modelo do EPI para Produtos Químicos mais adequado. Essa escolha pode ser feita diretamente no site do Ministério do Trabalho ao se consultar os dados do certificado de aprovação do EPI – CA-EPI.

EPI para Produtos Químicos: Inalação:

A escolha do EPI para Produtos Químicos para prevenção de inalação depende muito do tipo e do grau de exposição do trabalhador ao produto. Porém, segundo o anexo I da NR-6 (http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR6.pdf), eles podem ser:

D.1 – Respirador purificador de ar não motorizado:

a) peça semifacial filtrante (PFF1) para proteção das vias respiratórias contra poeiras e névoas;

b) peça semifacial filtrante (PFF2) para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas e fumos;

c) peça semifacial filtrante (PFF3) para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos;

d) peça um quarto facial, semifacial ou facial inteira com filtros para material particulado tipo P1 para proteção das vias respiratórias contra poeiras e névoas; e ou P2 para proteção contra poeiras, névoas e fumos; e ou P3 para proteção contra poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos;

e) peça um quarto facial, semifacial ou facial inteira com filtros químicos e ou combinados para proteção das vias respiratórias contra gases e vapores e ou material particulado.

D.2 – Respirador purificador de ar motorizado:

a) sem vedação facial tipo touca de proteção respiratória, capuz ou capacete para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos e ou contra gases e vapores;

b) com vedação facial tipo peça semifacial ou facial inteira para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos e ou contra gases e vapores.

D.3 – Respirador de adução de ar tipo linha de ar comprimido:

a) sem vedação facial de fluxo contínuo tipo capuz ou capacete para proteção das vias respiratórias em atmosferas com concentração de oxigênio maior que 12,5%;

b) sem vedação facial de fluxo contínuo tipo capuz ou capacete para proteção das vias respiratórias em operações de jateamento e em atmosferas com concentração de oxigênio maior que 12,5%;

c) com vedação facial de fluxo contínuo tipo peça semifacial ou facial inteira para proteção das vias respiratórias em atmosferas com concentração de oxigênio maior que 12,5%;

d) de demanda com pressão positiva tipo peça semifacial ou facial inteira para proteção das vias respiratórias em atmosferas com concentração de oxigênio maior que 12,5%;

e) de demanda com pressão positiva tipo peça facial inteira combinado com cilindro auxiliar para proteção das vias respiratórias em atmosferas com concentração de oxigênio menor ou igual que 12,5%, ou seja, em atmosferas Imediatamente Perigosas à Vida e a Saúde (IPVS).

D.4 – Respirador de adução de ar tipo máscara autônoma

a) de circuito aberto de demanda com pressão positiva para proteção das vias respiratórias em atmosferas com concentração de oxigênio menor ou igual que 12,5%, ou seja, em atmosferas Imediatamente Perigosas à Vida e a Saúde (IPVS);

b) de circuito fechado de demanda com pressão positiva para proteção das vias respiratórias em atmosferas com concentração de oxigênio menor ou igual que 12,5%, ou seja, em atmosferas Imediatamente Perigosas à Vida e a Saúde (IPVS).

D.5 – Respirador de fuga

a) respirador de fuga tipo bocal para proteção das vias respiratórias contra gases e vapores e ou material particulado em condições de escape de atmosferas Imediatamente Perigosas à Vida e a Saúde (IPVS).

 

EPI para Produtos Químicos: Contato com os olhos

A escolha do EPI para Produtos Químicos que previna o contato com os olhos depende do tipo de trabalho e de produto químico. Segundo o anexo I da NR-6 (http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR6.pdf), eles podem ser:

B.1 – Óculos

a) óculos para proteção dos olhos contra impactos de partículas volantes;

B.2 – Protetor facial

a) protetor facial para proteção da face contra impactos de partículas volantes;

 

EPI para Produtos Químicos: Contato com as mãos

A escolha do EPI para Produtos Químicos para prevenir o contato com as mãos depende do tipo de trabalho e de produto químico. Segundo o anexo I da NR-6 (http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR6.pdf), eles podem ser:

F.1 – Luvas

f) luvas para proteção das mãos contra agentes químicos;

F.2 – Creme protetor

a) creme protetor de segurança para proteção dos membros superiores contra agentes químicos.

 

EPI para Produtos Químicos: Contato com a pele e corpo

A escolha do EPI para Produtos Químicos que previna o contato com a pele e o corpo depende do tipo de trabalho e de produto químico. Segundo o anexo I da NR-6 (http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR6.pdf), eles podem ser:

A.2 – Capuz ou balaclava

b) capuz para proteção do crânio, face e pescoço contra agentes químicos;

F.3 – Manga

f) manga para proteção do braço e do antebraço contra agentes químicos.

G.1 – Calçado

g) calçado para proteção dos pés e pernas contra agentes químicos.

G.4 – Calça

b) calça para proteção das pernas contra agentes químicos;

H.1 – Macacão

b) macacão para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra agentes químicos;

H.2 – Vestimenta de corpo inteiro

a) vestimenta para proteção de todo o corpo contra riscos de origem química;

 

4.   USO E HIGIENIZAÇÃO DO EPI PARA PRODUTOS QUÍMICOS
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A conservação de EPI é uma atividade de suma importância que deve ser conhecida por todos os envolvidos. Um EPI mal conservado ou sujo pode causar uma falsa ilusão de proteção, colocando o trabalhador e a empresa em risco. Evite isso adotando práticas simples e fundamentais.

 

Software para controle de EPIs
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Conservação de EPI

Usar um EPI defeituoso confere ao usuário uma falsa sensação de segurança e pode causar mais danos do que benefícios. Todos os EPI devem ser regularmente verificados quanto ao desempenho e mantidos em boas condições de trabalho para que o equipamento possa continuar oferecendo o necessário grau de proteção para o qual foi projetado.

Em geral, a manutenção inclui limpeza, desinfecção, substituição, reparação, exame e teste.

Conservação de EPI: Cronograma de Manutenção

Um cronograma de manutenção deve ser estabelecido para cada equipamento e atribuído a pessoas competentes para realizar o trabalho de manutenção. O cronograma deve incluir:

  • Designação de pessoal para conservação de EPI e suas responsabilidades;
  • Procedimentos de verificação, limpeza, desinfecção e armazenamento;
  • Informações sobre o prazo de validade ou vida útil de certos EPI, como capacetes de segurança, luvas, vasos de respiradores;
  • Treinamento sobre a manutenção correta do EPI no local de trabalho;
  • Horário para verificação de desempenho, limpeza, desinfecção e outros trabalhos de manutenção; e
  • Critérios de substituição.

Conservação de EPI: Inspeção

O EPI deve ser examinado para garantir que esteja em bom estado de funcionamento antes de ser entregue para o usuário. O EPI também deve ser examinado antes de ser colocado e não deve ser usado se for considerado defeituoso, sujo ou não com higiene.

Conservação de EPI: Higienização

É importante que todos os EPI sejam mantidos limpos. A limpeza é particularmente importante para equipamento de proteção visual onde lentes sujas ou embaçadas possam dificultar a visão.

Segregação de EPIs

Todo o equipamento defeituoso deve ser retirado do serviço imediatamente e deve ser reparado ou descartado, conforme aplicável. Para a perfeita conservação de EPI, deve ser estabelecido um procedimento para alertar todos pessoal que um determinado equipamento está em manutenção ou está com defeito e não deve ser usado. O procedimento deve ser divulgado a todos os funcionários. Após reparo ou a manutenção, o EPI deve ser verificado para o desempenho antes de ser posta em serviço novamente.

Substituição do EPI

A boa conservação de EPI, apesar de prolongar a vida do EPI, deve também ajudar a identificar o momento da substituição do equipamento. Todos os EPIs devem ser substituídos nas seguintes condições:

  • Quando já não fornecer o nível de proteção necessário para o usuário contra o perigo particular;
  • Quando a vida útil do serviço, conforme especificado pelo fabricante do equipamento, tenha expirado; ou
  • Quando estiver danificado e não poder mais ser reparado.
  • Armazenamento de EPI

Para se manter a conservação de EPI, todos os equipamentos de proteção individual devem ser fornecidos com embalagem apropriada para o armazenamento quando estiver fora de uso. O armazenamento deve ser adequado para proteger o EPI de contaminação ou danos causados por substâncias prejudiciais, úmidas ou a luz solar. O EPI deve ser retornado, após o uso, para o local de armazenamento fornecido.

Quando o EPI fica contaminado durante o uso, ele deve ser limpo ou desinfetado, antes de retornar ao seu local de armazenamento. Se isso não for possível, o EPI contaminado deve ser armazenado separadamente para prevenir a contaminação cruzada e deve ser adequadamente identificado.

 

Fonte: U.S. Department of Labor: Personal Protective Equipment – Cleaning, Maintenance and Replacement

Fonte: Labour Department The Government of the Hong Kong: Guidance Notes on PPE for Use and Handling

Considerações finais

Lembre-se: escolher e distribuir os EPIs para os trabalhadores representa apenas o início de um bom trabalho de prevenção. Para garantir a segurança dos seus colegas é preciso:

  • Fazer as entregas no tempo certo;
  • Monitorar o uso e as condições dos EPIs;
  • Treinar os trabalhadores quanto ao uso; e
  • Ter planos de ação eficazes para sanar os problemas e promover a melhoria contínua.

Para isso, você precisa de um software que lhe ajudar na gestão da segurança da sua empresa. A CM Center possui uma solução simples e completa a um preço muito acessível. Acesse agora mesmo e faça um “Test Drive” sem nenhum compromisso.

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Entenda sobre o controle de distribuição de EPI

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Os equipamentos de proteção individual (EPI) servem para proteger tanto o trabalhador quanto a empresa. Porém, para que tudo funcione bem, algumas rotinas devem ser estabelecidas e respeitadas. Ter um controle de distribuição de EPI pode ser importante para ações judiciais trabalhistas, principalmente em casos de acidentes ou processos trabalhistas.

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ENTENDA SOBRE O CONTROLE DE DISTRIBUIÇÃO DE EPI

Todo processo laboral submete o trabalhador a algum nível de risco. Sempre que possível, cabe a empresa tentar eliminar o risco na sua origem. Porém, algumas vezes, isso não se faz possível, então a empresa deve tentar tomar medidas para a proteção coletiva, ou seja, tentar isolar o risco. Essas medidas de proteção coletiva também são conhecidas como medidas de controle de engenharia. Quando nenhuma dessas ações eliminou a causa, então a empresa deve adotar os equipamentos de proteção individual (EPI).

O que o Ministério do Trabalho diz?

Quando a empresa toma a decisão de adotar algum EPI, ela automaticamente fica sujeita à norma regulamentadora NR-6 do Ministério do Trabalho. No seu item 6.3, ela esclarece:

6.3 A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:

a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho;

b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e,

c) para atender a situações de emergência.

Neste momento, já nos deparamos com a primeira questão: “Como a empresa prova que entregou gratuitamente os EPIs?”. A única resposta é: com um controle de distribuição de EPI.

Além disso, a NR-6 também diz o seguinte:

6.6.1 Cabe ao empregador quanto ao EPI:

a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade;

b) exigir seu uso;

c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;

d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação;

e) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;

f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica;

h) registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados livros, fichas ou sistema eletrônico.

O que fazer para atender a NR-6?

Com isso, surge mais uma série de perguntas, como:

  • Como a empresa comprova que adquiriu o EPI adequado ao risco? – Com um controle de distribuição de EPI!
  • Como a empresa comprova que está exigindo o uso do EPI? – Com um controle de distribuição de EPI!
  • Como a empresa comprova que o EPI fornecido foi aprovado por um órgão competente? – Com um controle de distribuição de EPI!
  • Como a empresa comprova que o trabalhador foi treinado ao uso do EPI? – Com um controle de distribuição de EPI!
  • Como a empresa comprova que os EPIs danificados estão sendo substituídos? – Com um controle de distribuição de EPI!
  • Como a empresa comprova que os EPIs estão sendo higienizados e mantidos? – Com um controle de distribuição de EPI!
  • E finalmente, como a empresa registra o fornecimento dos EPIs? – Com um controle de distribuição de EPI!

Definições do controle de distribuição de EPI

Para que a empresa, juntamente com o SESMT possam ter um bom controle de distribuição de EPI, antes de mais nada se deve definir:

  1. Quais EPIs devem ser distribuídos por cargo;
  2. Quais são os trabalhadores que exercem os cargos que requerem EPI;
  3. Para cada EPI requerido, quais são os fabricantes e modelos que atendem aos requisitos do risco;
  4. Para cada modelo de EPI, qual é a validade do seu certificado de aprovação (CA-EPI) junto ao Ministério do Trabalho;
  5. De quanto em quanto tempo o EPI deve ser trocado;
  6. Qual a validade do EPI impressa na embalagem;

Tarefas do controle de distribuição de EPI

Tendo tudo definido, cabe ao SESMT manter o controle de distribuição de EPI da seguinte forma:

  1. Identificar todo novo Trabalhador e aplicar o treinamento de cada EPI que ele for usar. Imprimir um certificado de participação, colher a assinatura e arquivar;
  2. Identificar os Trabalhadores que estiverem com treinamento vencido e aplicar o treinamento. Imprimir o certificado de participação, colher a assinatura e arquivar;
  3. Identificar os EPIs cuja validade estiver vencida, os EPIs danificados e os EPIs que já estiverem na hora de trocar. Comprar os EPIs, fazer a entrega, colher a assinatura e arquivar;
  4. Monitorar, periodicamente se os EPIs estão sendo usados e em bom estado. Caso não, substituir o EPI ou advertir o Trabalhador.

Esse é o dia a dia do SESMT quanto ao controle de distribuição de EPI. Porém, não se deve esquecer do controle de estoque de EPIs. Saber com antecedência o que se vai precisar é imprescindível para não deixar faltar nada.

Automatizando o controle de distribuição de EPI

Já se foi o tempo em que se fazia o controle de distribuição de EPI com o uso de um caderno ou com fichas de EPI. Hoje em dia, temos a tecnologia nos auxiliando na tarefa de controlar as atividades do SESMT de maneira muito simples, eficiente e econômica.

A CM Center, no seu software on-line de sistema de gestão de segurança do trabalho, tem, entre outros módulos, um que lhe ajuda no controle de distribuição de EPI. Faça agora mesmo um teste e veja como tudo ficou bem mais simples.

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Cuidar da vida dos seus colegas e da integridade da sua empresa vale muito. Não ponha tudo a perder confiando na sua memória ou em processos manuais.

 

Um abraço,

Alvaro Freitas

 

 

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